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Bom Despacho (MG), 11 de dezembro de 2017

Risco de dengue está alto nas residências de Bom Despacho

Gráfico mostra índice de infestação do Aedes aegypti dentro das casas em cada bairro de BD
Publicado em 05/12/2017 15:13:08

FERNANDO CABRAL - A ameaça de dengue voltou a assombrar Bom Despacho. Com índice Breteau de 8,4 e Índice de Infestação Predial de 6,5, o perigo existe. No entanto, há tempo para prevenir o pior. Como 100% dos focos do mosquito foram encontrados dentro de casa, a principal defesa cabe às famílias. O que fazer, todos já sabem: vedar as caixas d’água e eliminar todos os pontos em que há acumulo de água.

O Índice de Breteau (IB) e o Índice de Infestação Predial (IIP) não indicam a presença da dengue. Eles indicam a presença e a intensidade da procriação do mosquito Aedes aegypti. Como é o mosquito que transmite o vírus, quanto mais procriação houver, maior o risco.

Risco que é agravado, porque a fêmea grávida se alimenta de sangue. E o sangue preferido delas é o sangue humano. Melhor ainda se for sangue extraído da canela das mulheres. Assim, se o mosquito picar uma pessoa com dengue e depois picar uma pessoa sadia, esta corre o risco de pegar a doença.

Precisamos agir para eliminar os criatórios e cortar o ciclo.

Agir, neste caso, significa, principalmente, fazer o que todos já sabem que devem fazer: não deixar água acumular em suas casas. Em especial, lacrar as caixas d’água, tampar ralinhos, tirar água de vasos de flores, eliminar todo o lixo do quintal. Enfim, eliminar todos os lugares de nossa casa onde o mosquito da dengue possa se procriar.

Convém lembrar que atualmente o Aedes aegypti é essencialmente um animal doméstico. Ele se adaptou perfeitamente ao ambiente urbano e humano. Gosta de viver em casas. Por isto todas as ações devem se voltar para as casas. Dentro, em cima e nos arredores. A ordem do dia é remover tudo que possa conter água.

IB e IIP

Os índices de Breateau e de infestação predial resultam de avaliações feitas pela Vigilância Epidemiológica. Seus agentes visitam milhares de residências distribuídas pela cidade inteira. Na visita são vistoriados todos os cantos, todos os vasilhames e todos os locais onde o mosquito possa se reproduzir: ralos de chão, máquina de lavar, geladeira, caixas d’água, vasos de flores, coisas jogadas no quintal, calhas de telhado. Tudo.

Onde encontram água, coletam amostras e examinam se há larvas do A. aegypti. Depois, para cada 100 casas, calculam quantas tinham a larva do mosquito. O Resultado é o IIP (Índice de Infestação Predial). Depois calculam o número de focos. Este é o IB (Índice de Breteau). Se o resultado do IIP for igual ou superior a 3,9 ou o resultado do IB for igual ou superior a 6, há perigo de epidemia. No quadro acima estão os IIP por bairro.

Limites de atuação da prefeitura

Os agentes da prefeitura estão trabalhando. O fumacê começará a percorrer a cidade em breve. No entanto, isto não será suficiente. Se o cidadão não fizer sua parte dentro de casa, o risco não será afastado. Isto acontece porque o fumacê não resolve o problema quando os criatórios estão dentro de casa. E não resolve porque a fumaça não chega atrás da geladeira, não penetra no ralinho da varanda, não atinge o mosquito escondido dentro do vaso sanitário do quartinho do fundo.

O fumacê não entra nem mesmo dentro de casa, pois quando aplicado, as janelas e portas costumam estar fechadas.

Portanto, para evitar o pior, precisamos que cada cidadão e cada cidadã vasculhe a sua casa e elimine os criatórios. Sem isto não acontecer, no início do próximo ano poderemos ter uma epidemia de dengue. Este é o momento de agir e garantir que não.

Fernando Cabral é advogado, auditor federal e prefeito reeleito de BD



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