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Bom Despacho (MG), 11 de dezembro de 2017

A Copasa, suas contas e os buracos que faz nas ruas

Veículo caído em buraco feito pela Copasa
Publicado em 01/12/2017 08:26:44

FERNANDO CABRAL - Entre agosto e início de novembro, a maior queixa do bom-despachense contra a Copasa referia-se à falta de água. Com a chegada da chuva o fantasma da falta d’água foi temporariamente afastado. Mas as queixas continuam por causa das contas elevadas, erradas e confusas. Tudo somando ao aumento na demora do atendimento. E outro problema que sempre incomodou o bom-despachense ficou agudo: os buracos na rua.

Terça-feira passada (21) a Copasa instalou tendas para atender os bom-despachenses que têm queixas. Em relação às contas, a maior queixa é contra valores altos por água não consumida. Muitos consumidores relatam que a conta mais do que dobrou num mês que ficaram semanas sem água.

Para estes casos, a Copasa se comprometeu a zerar a conta. Para os casos em que a seca foi parcial, a conta terá redução de 20%. Para quem já tiver pago, o valor será abatido na próxima conta.

Atender bem, estudar cada caso e não cobrar por água que não forneceu é o mínimo que a empresa precisa fazer. Mas ela precisa ir além. Precisa, por exemplo, acabar de vez com a buraqueira que faz em nossas ruas. Não possa um só dia sem que a Copasa rasgue alguma rua e faça um serviço porco.

Abrir valas para colocar rede de água e esgoto é necessário. Furar buraco para tirar vazamento, também. Porém, o conserto deve ser rápido e bem feito. Mas, quando se trata de Copasa o serviço é lento e malfeito.

Como se isto não bastasse, há um agravante: o trabalho de recomposição é de péssima qualidade.

Péssima, porque o acabamento é ruim. Onde a Copasa abre fica um asfalto mal feito, uma depressão, um calombo.

O pior é que basta esperar alguns dias para ver o trabalho desfeito: o asfalto se abate, abrem-se crateras, formam-se poças d’água. De vez em quanto, um carro afunda.

Nesta hora as multas são necessárias

Em Bom Despacho não se encontra uma só rua onde a Copasa não tenha deixado suas marcas ruins. Isto porque a empresa sempre tratou nossa cidade com desleixo e seu consumidor com desrespeito. Apesar da má qualidade dos serviços, em sua presença de 40 anos na cidade ela nunca havia sido multada por seus malfeitos.

Esta era de leniência acabou.

A Copasa já foi notificada de que, cada vez que abrir uma vala sem autorização, com desrespeito às leis de trânsito ou com ofensa às posturas municipais, pagará multa mínima de R$ 593,86. Se houver vazamento de esgoto, pagará multa mínima de R$ 18.900,00. Se fizer estragos, será obrigada a indenizar.

Quarenta anos foi um longo tempo de paciência, negociações e espera. O resultado não foi bom. A empresa não entendeu que toda tolerância tem limite. Tampouco entendeu que devia respeitar a cidade e seu povo.

Muitas vezes, o que não se aprende por bem, se aprende por mal. E as multas são o mal. Mal necessário, pois com ele até os mais recalcitrantes costumam aprender. Com as multas a Copasa aprenderá a não fazer valas sem autorização da prefeitura e a não deixar serviço malfeito nas ruas.

Fernando Cabral é advogado, auditor federal e prefeito reeleito de BD



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