iBOM | Primeira infância: a importância do primeiro empurrão



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Bom Despacho (MG), 22 de outubro de 2017

Primeira infância: a importância do primeiro empurrão

Imagem ilustrativa
Publicado em 09/10/2017 18:26:38

ÍTALO COUTINHO - Em 6 de setembro, a Câmara Municipal devolveu R$ 550 mil aos cofres do município. "Temos pressa, queremos que as pessoas sejam sempre melhor atendidas em todos os serviços prestados pelo poder público, o quanto antes," afirmou o presidente da Câmara, Vital Guimarães.

A nota publicada no Facebook da Câmara ainda salienta: “...A mesa diretora solicitou ao prefeito prioridade para o Meio Ambiente, que na opinião dos vereadores precisa de uma atenção maior.”

Vinte dias depois a Prefeitura anunciou uma medida operacional com seus serviços de telefonia. A economia será de R$ 200 mil ao ano. “A economia para os cofres públicos será em torno de R$ 200 mil por ano com gastos por telefone. Esse dinheiro será investido em mais obras, saúde e educação”, afirma o secretário de Administração, Denis Carvalho, em nota no site da Prefeitura.

A revista Veja, na seção Páginas Amarelas, trouxe entrevista com James Heckman. ganhador do Prêmio Nobel de 2000. Heckman criou métodos científicos para avaliar a eficácia da aplicação de programas sociais e vem se dedicando a estudos sobre a primeira infância, período que compreende desde o nascimento até os 6 nos da criança. “É uma fase em que o cérebro se desenvolve em velocidade frenética. [...] Se essa base for frágil, as chances de sucesso cairão; se for sólida, vão disparar na mesma proporção. Por isso defendo estímulos muito cedo.” – enfatiza Heckman.

Se negligenciada esta atenção às crianças, os prejuízos para a sociedade sempre serão altos. “Países que não investem na primeira infância apresentam índices de criminalidade elevados, maiores taxas de gravidez na adolescência e de evasão no ensino médio e níveis menores de produtividade no mercado de trabalho. [...] Cada dólar gasto com uma criança pequena trará um retorno anual de mais 14 centavos durante toda a sua vida”, afirma o economista James Heckman.

Voltando às louváveis ações da Câmara e da Prefeitura, somando as duas economias, estamos falando em R$ 750 mil. Seria uma verba/mês de R$ 62.500,00. Cada centavo deste dinheiro poderia e deveria ser investido na educação das crianças nas escolas municipais. Efetivamente poderiam ocorrer ações de capacitação e reciclagem dos professores e toda equipe diretiva das escolas, obras (como o que foi feito na Creche Doutor Hugo), motivação dos educadores por meio de bonificações e muito mais.

Ítalo Coutinho, engenheiro, MSc, PMP



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